arrow_backVoltar para Notícias
Premier League• 6 min de leitura

City respira no sufoco: dois gols nos minutos finais garantem vitória no estreia

person
Redação AmaFutPublicado em 23/08/2026
Compartilhar:share
City respira no sufoco: dois gols nos minutos finais garantem vitória no estreia
City respira no sufoco: dois gols nos minutos finais garantem vitória no estreia O Manchester City começou a temporada da Premier League com o pé esquerdo — ou melhor, com o pé direito, mas em ritmo de tartaruga. Dois go...
linkFonte / Crédito:ESPN (Internacional/Soccer)

City respira no sufoco: dois gols nos minutos finais garantem vitória no estreia

O Manchester City começou a temporada da Premier League com o pé esquerdo — ou melhor, com o pé direito, mas em ritmo de tartaruga. Dois gols nos acréscimos, um de cada lado do campo, foram suficientes para virar o jogo contra o Bournemouth e garantir os três pontos em uma partida que deixou Guardiola de cabelos em pé. O placar final de 2 a 1 salvou os Citizens de um vexame histórico, mas expôs fragilidades que não costumam aparecer nos dias de glória da era Pep.

O primeiro susto veio aos 3 minutos, quando Doku cruzou na área e Haaland, sozinho, mandou para fora. Não era um mau sinal: afinal, o norueguês costuma fazer o básico parecer fácil. Mas o Bournemouth, comandado por Andoni Iraola — ex-assistente de Guardiola no City — mostrou que veio para brigar. O time da casa pressionou, criou chances e, aos 22 minutos, abriu o placar com Solly March, aproveitando um erro de Akanji na defesa. O estádio lotado do Etihad ficou em silêncio, e os torcedores do City começaram a trocar olhares preocupados.

📌 Leia também: Szoboszlai empata nos acréscimos e salva Liverpool do vexame contra o Newcastle

O segundo tempo não começou melhor. O Bournemouth continuou pressionando, e aos 58 minutos, após uma jogada pela esquerda, Guéhi empatou com um chute de fora da área. O gol do zagueiro, que já havia marcado contra o City na última temporada pelo Crystal Palace, foi um tapa na cara da defesa celeste. O Etihad gelou de novo. Mas o City, como sempre, tem um plano B — e um Haaland que, mesmo não brilhando, é letal quando a partida pende.

A virada veio nos minutos finais, graças a dois gols que só poderiam sair de um time treinado por Guardiola: um contra-ataque fulminante aos 89 minutos, com Gvardiol aproveitando um rebote para empurrar para o fundo da rede, e outro gol de Haaland aos 90+3, após tabela com De Bruyne. Dois gols em três minutos, dois gols que salvaram a pele de um time que, pela primeira vez em anos, não dominou o jogo como manda o figurino.

## O sufoco que expôs as feridas do City

Não foi um jogo bonito. Não foi um jogo dominado. Não foi um jogo que mostrasse porque o City é o melhor time do mundo nos últimos anos. Foi um jogo feio, truncado, com poucas jogadas de qualidade e muitas falhas individuais — especialmente na saída de bola, onde o Bournemouth, com sua pressão alta, conseguiu desestabilizar a defesa celeste. A ausência de Rodri, lesionado, foi sentida como nunca: o time perdeu a referência no meio-campo, e a construção ficou lenta, previsível.

Guardiola, como sempre, tentou ajustes. Substituiu Stones por Laporte, trouxe Bernardo Silva para dar mais criatividade, e por fim, colocou Haaland para tentar reverter o jogo. Mas o problema não era só tático: era de atitude. O City parecia desconfiado, como se não acreditasse que precisaria suar para ganhar de um time que brigava contra o rebaixamento na temporada passada. Até que os minutos finais chegaram, e o instinto de campeão falou mais alto.

### O Bournemouth mostrou que veio para incomodar

O time de Iraola não saiu para fazer turismo. Com uma marcação alta e muita intensidade física, os Cherries colocaram o City contra a parede. March, o autor do primeiro gol, foi uma pedra no sapato da defesa celeste, e o meio-campo, liderado por Christie, não deu trégua. O City, acostumado a ditar o ritmo, teve que correr atrás do prejuízo — literalmente.

O gol de Guéhi, aos 58 minutos, foi a prova de que o Bournemouth não era um mero coadjuvante. O zagueiro, que já havia marcado contra o City antes, sabia exatamente como explorar as brechas na defesa. E quando o time da casa empatou, o Etihad ficou em polvorosa: pela primeira vez em anos, os torcedores do City não tinham certeza do resultado até o apito final.

## Repercussão: Guardiola minimiza, torcida cobra

Após o jogo, Guardiola tentou amenizar: "Foi uma estreia difícil, mas ganhamos. Isso é o que importa". Ele tem razão, claro: três pontos são três pontos, e no futebol, não se questiona o resultado. Mas a imprensa britânica não perdoou. O The Athletic classificou a partida como "um alerta vermelho", enquanto o Guardian destacou que o City "não jogou como o melhor time do mundo".

A torcida, sempre exigente, também não ficou satisfeita. Nas redes sociais, muitos torcedores criticaram a falta de intensidade nos primeiros 45 minutos e cobraram mais agressividade. Afinal, se até o Bournemouth consegue pressionar o City, o que dizer dos times de ponta?

O City, é claro, tem tempo para se recuperar. A próxima partida é contra o Brighton, e Guardiola certamente fará ajustes. Mas uma coisa é certa: a Premier League não será um passeio este ano. Times como o Bournemouth, que vieram para lutar, já mostraram que não vão facilitar a vida dos gigantes.

Análise AmaFut

Pep Guardiola está acostumado a começar as temporadas com vitórias folgadas, com jogos dominados e com a impressão de que seu time é inalcançável. Não foi o caso neste domingo. O City jogou mal, errou passes, sofreu com a pressão do Bournemouth e só não levou um susto maior porque, como sempre, tem dois trunfos na manga: Haaland e os minutos finais.

O problema não é tático — é de mentalidade. O time parecia desconfiado, como se não acreditasse que precisaria suar para ganhar. Rodri, lesionado, é uma peça fundamental, mas a falta de intensidade não se resolve só com ele em campo. O meio-campo do City, sem a proteção de Rodri, ficou exposto, e a defesa, liderada por Akanji e Dias, cometeu erros bobos.

Guardiola vai corrigir isso, claro. Mas a mensagem é clara: a Premier League está mais competitiva. Times como o Bournemouth não vão mais se contentar em ser "time pequeno". Eles vêm para brigar, e o City precisa acordar para essa realidade. Afinal, não basta ser o melhor time do mundo — tem que jogar como se fosse.

Leia também

Fonte

ESPN — Dois gols nos minutos finais salvam o Manchester City de vexame contra o Bournemouth na estreia da Premier League

Ou navegue pelas páginas do blog