Seleção Brasileira• 6 min de leitura
De la Fuente: por que a Espanha domina mais o mundo do que a Europa?
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Redação AmaFutPublicado em 27/07/2026
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Luis de la Fuente não está brincando em serviço. Depois de erguer a Copa do Mundo de 2026 e a Eurocopa 2024 com a Espanha, o técnico da *La Roja* não se contentou em apenas celebrar: ele foi fundo na análise do que torna...
Luis de la Fuente não está brincando em serviço. Depois de erguer a Copa do Mundo de 2026 e a Eurocopa 2024 com a Espanha, o técnico da *La Roja* não se contentou em apenas celebrar: ele foi fundo na análise do que torna sua equipe tão dominante em competições globais, mas nem sempre tão imbatível em torneios continentais. Em entrevista ao Diário AS, o treinador espanhol jogou luz sobre as diferenças entre os ciclos de títulos — e deixou claro que, para ele, o Mundial é um desafio à parte.
## O segredo espanhol: por que o Mundial é diferente da Euro De la Fuente não esconde o orgulho pelo trabalho realizado na Espanha, mas faz questão de pontuar uma realidade: **ganhar a Copa do Mundo é mais difícil do que a Eurocopa**. Não se trata de subestimar os europeus — afinal, a competição continental reúne os melhores times do continente, em um nível altíssimo de organização tática e qualidade técnica. A diferença, segundo o treinador, está na **pressão psicológica e na amplitude do torneio**. Enquanto a Euro tem 24 seleções divididas em grupos, com várias "segundas chances" em mata-matas, a Copa do Mundo é um **filé mignon do futebol**: apenas 32 times, sem margem para erros. Um deslize na fase de grupos e a eliminação é quase certa. "Na Euro, você pode errar e ainda se recuperar. No Mundial, não", afirmou De la Fuente. A Espanha, que já havia dominado a Europa com a geração de 2008-2012, agora prova que pode fazer o mesmo no cenário global — algo que nem mesmo a Alemanha ou a Itália conseguiram com tanta consistência. [IMG1] ## A evolução tática que mudou a Espanha O ciclo atual da Espanha não é obra do acaso. De la Fuente herdou um time repleto de jovens talentos — como Lamine Yamal, Gavi e Pedri — e soube moldá-los em um esquema que equilibra posse de bola com transições rápidas. A **saída de bola pelo goleiro**, a pressão alta após perda e a movimentação constante dos meias são marcas registradas desse time. Mas o que realmente chama atenção é a **adaptação do treinador**. Na Euro 2024, a Espanha jogou com um 4-3-3 clássico, mas no Mundial 2026, De la Fuente optou por variações, como um 4-2-3-1 em alguns jogos, para explorar a versatilidade de jogadores como Rodri e Morata. "Não somos um time de uma só cara. Sabemos nos reinventar", declarou o técnico. Essa maleabilidade é o que tem feito a diferença contra adversários que, teoricamente, deveriam ser mais fortes. ## O vice na Liga das Nações: um alerta ou apenas azar? Apesar dos títulos, a Espanha não escapou de uma derrota na final da Liga das Nações 2024/25. Para muitos, seria um sinal de que o time ainda tem fragilidades. De la Fuente, no entanto, não vê dessa forma. "Perder uma final é ruim, mas não define um ciclo. O importante é que estamos crescendo e aprendendo", disse. A derrota para a França, por 2 a 1, mostrou que a Espanha ainda tem espaço para evoluir — especialmente na definição. O técnico destacou que o time precisa melhorar na **eficiência ofensiva**. Em jogos decisivos, a Espanha muitas vezes domina a posse, mas sofre para criar chances claras. "Temos que ser mais letais", admitiu. A chegada de jogadores como Nico Williams e a consolidação de jovens como Bryan Gil podem ser a resposta para esse problema./https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2026%2F07%2Fluis-de-la-fuente-espanha-scaled-e1785112259759.jpg)
Fonte
Trivela — De la Fuente: por que a Espanha domina mais o mundo do que a Europa?
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