Infantino em xeque: UEFA e Concacaf viram as costas ao presidente da FIFA

O presidente da FIFA está com os dias contados?
Em apenas 48 horas, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, viu seu poder ruir como um castelo de cartas. Primeiro, a UEFA ameaçou boicotar a Copa do Mundo. Depois, a Concacaf, federação da América do Norte e Caribe, rejeitou seu plano de financiamento. Agora, a pergunta que não quer calar: o que vem pela frente e se o suíço sobreviverá ao maior abalo de sua gestão?
## A tempestade perfeita: UEFA e Concacaf contra InfantinoA decisão da UEFA de ameaçar boicotar a Copa do Mundo — mesmo que ainda não seja oficial — é um golpe duro para Infantino. A federação europeia, tradicionalmente uma aliada do presidente suíço, agora o enfrenta com unhas e dentes. A gota d’água foi o plano de financiamento apresentado por Infantino, que a Concacaf considerou "insuficiente e desproporcional".
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O que antes parecia uma estratégia de Infantino para consolidar poder — usando dinheiro como moeda de troca — agora se volta contra ele. A rejeição da Concacaf não é apenas um "não" isolado: é um recado claro de que sua abordagem está perdendo credibilidade entre as federações regionais, que antes o viam como um reformador.
### O plano de Infantino que naufragouO presidente da FIFA propôs um fundo de US$ 16 bilhões para as federações, mas a distribuição foi vista como desigual. Enquanto a Europa e a América do Sul receberiam mais, as confederações menores — como a Concacaf — ficariam com migalhas. A reação foi imediata: "Isso não é solidariedade, é um jogo de poder", declarou um dirigente ouvido pela imprensa.
O erro de Infantino foi subestimar a união das federações menores. A Concacaf, que representa países como México, EUA e Jamaica, não aceitou ser tratada como coadjuvante. A decisão de rejeitar o plano pode ser o início de uma rebelião maior dentro da FIFA.
## O que acontece agora? Três cenários possíveisO primeiro cenário é a renúncia de Infantino. Com a UEFA e a Concacaf contra ele, sua posição fica insustentável. A pressão interna na FIFA — especialmente de federações africanas e asiáticas, que também se sentiram prejudicadas — pode forçar sua saída antes do próximo Congresso.
O segundo cenário é uma trégua forçada. Infantino pode recuar em partes do plano de financiamento e oferecer concessões, mas isso significaria admitir que sua estratégia falhou. A credibilidade dele já está arranhada, e qualquer recuo seria visto como fraqueza.
O terceiro cenário — o mais improvável — é que Infantino consiga dividir as federações menores e isolar a UEFA. Mas, com a Concacaf já em campo, isso parece cada vez mais difícil. A união das confederações menores pode ser a maior ameaça ao poder de Infantino em anos.

A decisão da Concacaf não é apenas sobre dinheiro: é sobre respeito. Se outras federações — como a CAF (África) ou a AFC (Ásia) — seguirem o mesmo caminho, Infantino pode perder o controle da FIFA de vez. A América do Norte e o Caribe já deram o primeiro passo, e o efeito dominó pode ser inevitável.
Além disso, a ameaça de boicote à Copa do Mundo — mesmo que ainda não seja oficial — é um tiro de advertência. Se a UEFA e outras federações seguirem adiante, a edição de 2026 pode ser a primeira na história a não contar com todas as seleções participantes. Isso seria um desastre para a FIFA e para o futebol mundial.
## Análise AmaFutInfantino chegou à FIFA prometendo modernizar o futebol, mas seu legado pode ser o oposto: um presidente que transformou a governança do esporte em um jogo de interesses escusos. A recusa da Concacaf ao seu plano de financiamento não é apenas um "não" — é um atestado de que sua estratégia de usar dinheiro para comprar lealdade está falhando.
Se a UEFA e outras federações seguirem o exemplo, Infantino pode se tornar um presidente-ghost: presente no organograma, mas sem poder real. E, no futebol, quando o poder se esvai, a queda costuma ser rápida. A pergunta agora não é se Infantino vai cair, mas quando.
Fonte
BBC Sport — O que aconteceu com Infantino e por que a FIFA está em crise
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