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Infantino tenta reerguer a Fifa após fiasco do Mundial e segue no poder

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Redação AmaFutPublicado em 07/08/2026
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Infantino tenta reerguer a Fifa após fiasco do Mundial e segue no poder
Infantino tenta reerguer a Fifa após fiasco do Mundial e segue no poder O presidente da Fifa, Gianni Infantino, tenta retomar a normalidade após o fracasso do controverso plano de investimento privado para o Mundial de C...
linkFonte / Crédito:BBC Sport (Futebol)

Infantino tenta reerguer a Fifa após fiasco do Mundial e segue no poder

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, tenta retomar a normalidade após o fracasso do controverso plano de investimento privado para o Mundial de Clubes, mas a estrada está cheia de obstáculos. Com o projeto engavetado e críticas crescentes, o suíço de origem italiana precisa lidar com a pressão interna e externa para manter o controle da entidade máxima do futebol. A situação expõe não só a fragilidade do plano, mas também a fragilidade política de Infantino, que já coleciona polêmicas desde que assumiu o cargo.

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📷 Crédito: BBC Sport (Futebol)

O plano de Infantino para transformar o Mundial de Clubes em um evento de elite com investimento privado foi anunciado com grande alarde, mas naufragou diante da resistência de federações e patrocinadores. O projeto, que prometia bilhões em patrocínios e direitos de transmissão, esbarrou na falta de consenso entre os 211 membros da Fifa e na desconfiança de marcas globais, que temiam o desgaste associado a uma entidade já marcada por escândalos.

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## O fiasco do Mundial de Clubes e as consequências políticas

A ideia de Infantino era ambiciosa: criar um torneio anual com 32 times, incluindo gigantes europeus e sul-americanos, em um formato que lembraria a Champions League. No entanto, a proposta foi recebida com ceticismo por clubes tradicionais, que temem a diluição do prestígio das competições já existentes. Além disso, a Fifa não conseguiu garantir o apoio necessário de federações poderosas como a UEFA e a Conmebol, que enxergaram no projeto uma ameaça aos seus interesses.

O fracasso do plano expôs a fragilidade de Infantino em articular consensos dentro da Fifa. Desde que assumiu em 2016, o presidente suíço tem sido alvo de críticas por sua aproximação com regimes autoritários, como a Arábia Saudita e a China, e por sua gestão opaca em relação a contratos e patrocínios. O caso do Mundial de Clubes é apenas o mais recente exemplo de um projeto que não saiu do papel, mas que serviu para reforçar a imagem de um dirigente que prioriza a imagem midiática em detrimento da transparência.

## A Fifa sob pressão: escândalos e a sombra da corrupção

A Fifa vive um momento de extrema vulnerabilidade. Além do fiasco do Mundial de Clubes, a entidade ainda carrega o peso de escândalos históricos de corrupção, como o caso da eleição de 2010, que levou à prisão de vários executivos. Infantino, que chegou ao poder prometendo reformas, não conseguiu desvincular completamente a imagem da Fifa dos fantasmas do passado. A proximidade com governos autoritários e a falta de clareza em contratos milionários só alimentam as suspeitas de que a entidade continua refém de interesses escusos.

Outro ponto de tensão é a relação com a Justiça suíça, que investiga possíveis irregularidades em contratos da Fifa. Embora Infantino não seja alvo direto das investigações, a sombra da suspeita paira sobre sua gestão. A entidade, que já foi sinônimo de poder absoluto no futebol mundial, agora precisa lidar com a desconfiança de patrocinadores, mídia e torcedores, que exigem mais transparência e menos promessas vazias.

## O que vem por aí: a Fifa pode se recuperar?

A Fifa enfrenta um dilema: como recuperar a credibilidade sem abrir mão do controle absoluto? Infantino ainda tem aliados poderosos, como a CBF e a federação saudita, que o apoiam em troca de benefícios políticos e financeiros. No entanto, a pressão por reformas internas é cada vez maior, e a entidade não pode mais ignorar as demandas por governança transparente.

O próximo passo será a definição do formato do Mundial de Clubes para 2025, que deve ser menos ambicioso do que a proposta inicial. A Fifa também precisa lidar com a eleição presidencial de 2025, onde Infantino pode enfrentar concorrentes dispostos a explorar suas fragilidades. Enquanto isso, o futebol mundial segue de olho: a entidade máxima não pode mais se dar ao luxo de errar tanto.

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📷 Crédito: BBC Sport (Futebol)
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📷 Crédito: BBC Sport (Futebol)
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📷 Crédito: BBC Sport (Futebol)
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📷 Crédito: BBC Sport (Futebol)

Análise AmaFut

Infantino é um caso clássico de dirigente que confunde marketing com gestão. Seu maior erro não foi propor o Mundial de Clubes, mas sim vender a ideia como um projeto viável sem antes garantir o apoio necessário. A Fifa, hoje, é como um time que contrata craques caros sem ter um projeto tático definido: tem dinheiro, mas falta coesão. O problema é que, no futebol, quando o time não funciona, os torcedores não têm paciência — e na política esportiva, a torcida são os 211 membros da Fifa. Infantino sobrevive porque ainda tem quem o apoie, mas a cada fiasco, a conta fica mais alta. Se não mudar de rumo, o próximo escândalo pode ser o seu fim.

Fonte

BBC Sport — [link para a matéria original]

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