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Brasileirão• 4 min de leitura

Jardim acerta o passo: Flamengo domina Fla-Flu e mostra time de elite

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Redação AmaFutPublicado em 30/08/2026
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Jardim acerta o passo: Flamengo domina Fla-Flu e mostra time de elite
Jardim acerta o passo: Flamengo domina Fla-Flu e mostra time de elite O Flamengo não só cumpriu o script como escreveu um capítulo à parte no Fla-Flu. Com vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo no Maracanã, o rubro-negro car...
linkFonte / Crédito:OneFootball

Jardim acerta o passo: Flamengo domina Fla-Flu e mostra time de elite

O Flamengo não só cumpriu o script como escreveu um capítulo à parte no Fla-Flu. Com vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo no Maracanã, o rubro-negro carioca mostrou que, quando acerta a mão, é capaz de desequilibrar qualquer rival — inclusive os que ostentam craques como Arrascaeta e Pedro. A partida, marcada por um meio-campo de ferro e uma defesa que não deu chances, foi a prova de que o time de Jardim pode ser tão letal quanto o de Sampaoli.

O técnico, sempre direto, não escondeu a satisfação com o desempenho. “Não tenho que concordar com tudo, mas hoje a equipe jogou como um time de ponta”, declarou após o apito final. E não era exagero: o Flamengo dominou do início ao fim, com direito a gols de Arão, Pedro e Everton Ribeiro, além de um show de Marçal na lateral direita. O Botafogo, mesmo com todas as suas estrelas, não conseguiu criar uma única chance clara.

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O quebra-cabeça do meio-campo: Jardim achou a fórmula

Um dos pontos mais discutidos na pré-jogo era justamente o meio-campo rubro-negro. Com De Arrascaeta, Everton Ribeiro e até mesmo Gerson em dias alternados, a posição sempre foi um ponto de interrogação. Mas contra o Botafogo, Jardim surpreendeu: escalou um trio com mais volume físico e menos brilho individual — e o resultado foi uma partida controlada do início ao fim.

Arão, o volante de origem, foi o grande maestro da vez. Com passes precisos e marcação implacável, ele anulou o meio-campo adversário e deu liberdade para os laterais avançarem. O Flamengo não jogou com um, mas com dois meias abertos — Everton Ribeiro pela esquerda e Arrascaeta pela direita —, enquanto Pedro e Gabigol se revezavam na área. A combinação foi letal.

Arrascaeta brilha no Fla-Flu: meio-campo rubro-negro domina a partida

A defesa que não erra: Marçal e a muralha rubro-negra

Se o meio-campo foi a alma da vitória, a defesa foi o escudo. Com Léo Pereira e David Luiz em grande noite, o Flamengo não deu espaço para os contra-ataques do Botafogo. Marçal, inclusive, foi um dos destaques: além de marcar Everton Cardozo com ferocidade, avançou como um quarto-zagueiro e criou jogadas pelo lado direito.

O Botafogo, mesmo com jogadores como Marçal (sim, o mesmo que jogou no Mengão) e Tiquinho Soares, não conseguiu furar a defesa rubro-negra. A pressão alta do Flamengo, combinada com a marcação individual nos meias adversários, deixou o time de Luís Castro sem opções. Foi um Fla-Flu de um lado só.

Repercussão: Jardim silencia críticos e Botafogo acorda para a realidade

A vitória não só manteve o Flamengo na liderança da Série A como jogou um balde de água fria nos planos do Botafogo. O time de Luís Castro, que vinha em alta, viu seu sonho de brigar pelo título esvair-se em 90 minutos de sufoco. Nas redes sociais, torcedores rubro-negros comemoravam não só a goleada, mas a forma como o time atuou.

Jardim, por sua vez, saiu do Maracanã com a moral em alta. Depois de um início de temporada conturbado, o técnico mostrou que tem cacife para comandar um elenco recheado de estrelas. “A gente sabe que o futebol é assim: um dia a gente acerta, outro erra. Hoje acertamos”, afirmou, em tom de quem não quer mais discussões.

Já o Botafogo terá que fazer ajustes rápidos. Com o time dependendo demais de Arrascaeta e Pedro para criar jogadas, a derrota mostrou que a equipe ainda não encontrou um equilíbrio ideal. A pergunta que fica: o Mengão já é time de Série A? Pelas exibições recentes, sim. E o Fla-Flu foi só o começo.

Análise AmaFut

Jardim acertou em cheio ao priorizar o coletivo sobre o individual. Enquanto muitos esperavam um time recheado de estrelas jogando no improviso, o técnico mostrou que, às vezes, menos brilho individual resulta em mais eficiência. O meio-campo com Arão, Gerson e Everton Ribeiro foi uma aula de marcação e posse — e a defesa, com David Luiz e Léo Pereira, não deu chances.

O Flamengo não jogou bonito, mas jogou inteligente. E isso, em tempos de futebol-arte, pode ser revolucionário. Se o time mantiver essa consistência, o título da Série A pode ser só o começo. Agora, a pergunta é: até quando os outros times vão conseguir segurar o rubro-negro?

Fonte

OneFootball — “Não tenho que concordar”: Jardim é direto sobre Plata, explica gestão de craques e analisa vitória no clássico

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