O'Neill admite: Celtic ainda tem 'milhões de quilômetros' para percorrer

O'Neill admite: Celtic ainda tem 'milhões de quilômetros' para percorrer
Depois de um vexame na Áustria, o técnico do Celtic, Martin O'Neill, não poupou críticas à sua própria equipe. Em entrevista após a derrota, o experiente treinador admitiu que o time ainda precisa percorrer uma distância enorme para atingir o nível esperado. A frase, carregada de autocrítica, reflete o momento complicado dos Hoops na Liga Europa.
O jogo contra o Rapid Viena deixou cicatrizes. Com um placar elástico de 3 a 0 para os austríacos, o Celtic mostrou fragilidades defensivas e pouca criatividade ofensiva. O'Neill, que já comandou times de elite como Aston Villa e Sunderland na Inglaterra, não escondeu a frustração. "Temos um longo caminho pela frente", declarou, em uma fala que soou como um alerta para os torcedores.
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O técnico, conhecido por seu estilo agressivo e por valorizar a intensidade, deve repensar não só a escalação, mas também a mentalidade do grupo. Afinal, na Liga Europa, não há margem para erros como os cometidos naquela noite em Viena. A pressão sobre O'Neill aumenta, especialmente porque o Celtic, mesmo com seu histórico vitorioso na Escócia, precisa mostrar progresso no cenário europeu.
## O vexame na Áustria e as lições a serem aprendidasA derrota por 3 a 0 não foi apenas um resultado ruim, mas um espelho das dificuldades atuais do Celtic. O time, que já foi um gigante nas Ilhas Britânicas, parece perdido quando enfrenta equipes mais organizadas. O meio-campo, tradicionalmente um ponto forte, não conseguiu impor ritmo, enquanto a defesa, mesmo com jogadores experientes, mostrou falhas graves de posicionamento.
O Rapid Viena, time de médio porte na Europa, explorou as costas dos laterais do Celtic com frequência, deixando os zagueiros em situação complicada. O gol de abertura, aos 12 minutos, foi um exemplo clássico: um cruzamento rasteiro que encontrou um atacante livre na área. Situações como essa não deveriam acontecer contra times que não são referências no futebol europeu.
Outro ponto preocupante foi a ausência de liderança em campo. Jogadores como Callum McGregor e Kyogo Furuhashi, que costumam carregar o time, não conseguiram influenciar o jogo. A falta de um meio-campista organizador, como o veterano Scott Brown fazia antigamente, também pesou. O Celtic precisa urgentemente encontrar um novo "cerebro" para o setor.
## A pressão sobre O'Neill e o futuro do CelticCom a eliminação precoce da Liga Europa, o Celtic agora volta a se concentrar na Premier League Escocesa. Mas a sombra da má campanha europeia deve pairar sobre o elenco. O'Neill, que assumiu o cargo em dezembro de 2022, já havia sofrido com resultados inconsistentes antes desta derrota.
A torcida, acostumada a títulos fáceis no campeonato local, começa a questionar se o time está preparado para os desafios internacionais. Afinal, o Celtic não é mais aquele time que assustava na Champions League há uma década. A reconstrução precisa ser rápida, ou o risco de ficar estagnado no futebol europeu aumenta.
Para os torcedores, a frase de O'Neill soou como um aviso. "Milhões de quilômetros" não é apenas uma metáfora, mas uma realidade. O time precisa correr — e muito — para não afundar ainda mais na competição.
## O que esperar nas próximas partidas?O Celtic volta a jogar pela Premier League Escocesa no próximo fim de semana. O adversário, provavelmente, será um time de médio porte, como o St. Mirren ou o Motherwell. A expectativa é que O'Neill faça mudanças no time, tanto na escalação quanto na abordagem tática.
Uma das apostas é que o técnico volte a usar um sistema com três zagueiros, algo que já experimentou no passado. Isso poderia dar mais solidez defensiva, mas exigiria adaptação dos laterais, que teriam que cobrir mais espaço. Outra possibilidade é a entrada de jovens promessas, como o meia Reo Hatate, que tem mostrado potencial.
O problema é que, no futebol moderno, não basta apenas trocar jogadores ou mudar o esquema. O Celtic precisa recuperar a confiança, algo que só o tempo e bons resultados podem trazer. Até lá, a pressão sobre O'Neill só tende a aumentar.
Análise AmaFut
O'Neill tem razão em ser duro consigo mesmo. O Celtic não está ruim por acaso: há problemas estruturais que vão além de uma má noite. A defesa, que já foi um dos pontos fortes do time, agora parece desorganizada, e o meio-campo perdeu a capacidade de ditar o ritmo. O problema maior, porém, é a falta de um jogador que possa assumir a camisa de líder. Sem isso, o time oscila entre momentos de brilho e performances medíocres.
Na Liga Europa, não há espaço para erros. O Celtic precisa urgentemente encontrar um meio-campista organizador, alguém que possa dar consistência ao time. Além disso, a defesa precisa voltar a jogar em bloco, coisa que não acontece há algum tempo. Se O'Neill não resolver isso rápido, a temporada pode virar um pesadelo.
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