Quevin Castro, ex-West Brom, morre aos 25 após colapso em amistoso

Quevin Castro, ex-West Brom, morre aos 25 após colapso em amistoso
O futebol português amanheceu de luto nesta semana. Quevin Castro, ex-meia do West Bromwich Albion e promessa do futebol inglês, morreu aos 25 anos após sofrer uma parada cardíaca durante um amistoso em Portugal. O atleta, que atuava pelo clube amador Ouriense, desabou em campo e não resistiu aos procedimentos médicos. A notícia abalou não apenas a comunidade local, mas também torcedores e colegas de profissão que o acompanharam em passagens por times como o West Brom e o Braga B.
O ocorrido aconteceu durante um jogo contra o Pinhalnovense, na cidade de Ourém. Testemunhas relataram que Castro caiu no chão após sentir-se mal, sendo imediatamente atendido pela equipe médica. Apesar dos esforços, o jogador não resistiu. A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) emitiu nota oficial confirmando o óbito e lamentando a perda de um atleta em plena atividade. O caso reacendeu discussões sobre a saúde cardiovascular de atletas, especialmente em categorias inferiores onde os protocolos de segurança nem sempre são tão rigorosos quanto em grandes clubes.
📌 Leia também: Millwall brilha e West Ham amarga derrota no EFL: o time que ninguém quer enfrentar
Quevin Castro chegou ao West Bromwich Albion em 2018, vindo das categorias de base do Braga. Sua passagem pelo clube inglês, embora curta, deixou marcas. Ele atuou em algumas partidas pelo time principal, mas foi no Braga B que mais se destacou, ganhando espaço como um meia criativo e tecnicamente habilidoso. Em 2022, após deixar o West Brom, ele retornou a Portugal para jogar em times de menor expressão, como o Ouriense, onde sua morte chocou a todos.
Amigos e companheiros de equipe descreveram Castro como um jogador de personalidade forte e carismático, sempre disposto a ajudar os colegas. Seu estilo de jogo, marcado pela visão de jogo e passes precisos, lembrava os meias clássicos do futebol português. A perda de um talento como o dele, ainda jovem, deixa um vazio no meio futebolístico, especialmente em um esporte que já viu casos semelhantes, como o do também português Miklos Feher, que faleceu em campo em 2004.
## A saúde no futebol: um debate necessárioA morte de Quevin Castro reacendeu um debate antigo no futebol: a saúde cardiovascular dos atletas. Embora casos como o dele sejam raros, eles não são inéditos. A pressão física e emocional do esporte, somada a fatores genéticos, pode desencadear situações extremas. Especialistas já haviam alertado para a necessidade de exames mais rigorosos em jogadores, mesmo em categorias amadoras.
O caso de Castro também coloca em xeque os protocolos de segurança em times de menor expressão. Enquanto grandes clubes contam com equipes médicas completas e exames regulares, times de divisões inferiores muitas vezes não têm recursos para garantir a mesma estrutura. A FPF anunciou que irá revisar os procedimentos de atendimento médico em jogos amadores, mas a pergunta que fica é: será que medidas como essa não deveriam ter sido implementadas há muito tempo?
## Repercussão no mundo do futebolA notícia da morte de Castro foi recebida com comoção por jogadores, técnicos e torcedores. O West Bromwich Albion, clube onde ele atuou, publicou uma nota oficial lamentando a perda de um "jovem talentoso e querido por todos". O Braga, time que o revelou, também se manifestou, destacando seu potencial e carisma. Até mesmo jogadores da atualidade, como Bruno Fernandes, que já atuou na Inglaterra, se solidarizaram com a família do atleta.
No Brasil, onde o futebol é paixão nacional, a notícia também repercutiu fortemente. Torcedores e comentaristas esportivos lembraram de casos semelhantes, como o do lateral Serginho, do São Caetano, que faleceu em 2004 durante uma partida. A dor da perda de um atleta em plena atividade é sempre um lembrete de que, por trás dos craques, há vidas humanas que precisam ser cuidadas com atenção redobrada.
Análise AmaFut
Quevin Castro morreu fazendo o que mais amava: jogando futebol. Mas sua partida reacendeu uma discussão que o esporte insiste em ignorar: a saúde dos atletas não pode ser tratada como segundo plano. Em um meio onde a performance é tudo, é fácil esquecer que, antes de serem máquinas de gols ou assistências, eles são pessoas. E pessoas têm corações que podem parar a qualquer momento.
O caso de Castro não é isolado. Jogadores como o uruguaio Fabián O’Neill e o italiano Davide Astori também sucumbiram a problemas cardíacos em campo. Isso deveria ser suficiente para que federações e clubes investissem em exames preventivos mais profundos, não apenas em times de elite, mas em todas as categorias. Afinal, um jogador de time amador também sonha em viver sua paixão — e merece viver para isso.
Que sua história sirva de alerta. O futebol não pode continuar a tratar a saúde dos atletas como um detalhe. Porque, no fim das contas, não há vitória que valha uma vida.
Fonte
BBC Sport — Ex-meia do West Brom morre aos 25 após colapso em amistoso
Leia também
Ou navegue pelas páginas do blog



