Santos paga dívidas e derruba três transfer bans aplicados pela Fifa; veja detalhes

Queda de três bans e pagamento de quase um bilhão
Santos confirmou nesta terça‑feira (13) a quitação de dívidas que totalizam quase R$ 950 mil, referentes ao mecanismo de solidariedade da FIFA. O pagamento retirou três dos sete bloqueios de registro de jogadores que pesavam sobre o clube.
Os valores estavam ligados a negociações internacionais envolvendo o zagueiro João Basso, o meia Benjamín Rollheiser e o atacante Álvaro Barreal. Um débito foi de US$ 55 mil (cerca de R$ 275 mil) e os demais somam 120 mil euros, aproximadamente R$ 671 mil.
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Com a regularização, o Peixe ainda mantém quatro sanções ativas, todas relacionadas a pendências financeiras com o ex‑técnico Pedro Caixinha e membros de sua comissão técnica. O português deixou o clube em abril de 2025 e não recebeu integralmente o valor previsto nas cláusulas de rescisão, o que motivou a reclamação na FIFA.
Contexto das demais penalidades
Os processos contra Caixinha e equipe foram levados à Corte Arbitral do Esporte (CAS), que manteve as condenações. As quantias exigidas pela antiga comissão superam R$ 15 milhões, reforçando a necessidade de um ajuste financeiro imediato.
Além desses casos, o Santos ainda pode enfrentar nova restrição por dívida com o atacante Yusupha Njie, que saiu do clube em 2024 sem cumprir o acordo de pagamento. A FIFA reduziu o principal da dívida para 332,5 mil euros, mas os juros e multas elevaram o valor total.
Se o clube não honrar o novo acordo, a entidade pode aplicar outro bloqueio de registro, comprometendo a capacidade de contratar reforços nas próximas janelas. A diretoria já sinalizou que pretende parcelar os pagamentos restantes em condições que não afetem o orçamento da temporada.
Análise AmaFut
A decisão de pagar as dívidas agora, ao invés de aguardar negociações mais longas, demonstra uma postura preventiva da diretoria. Ao liberar três bans, o Santos abre margem para registrar jogadores que já estavam aguardando liberação, como reforços para o restante do Campeonato Brasileiro e para a próxima fase da Copa do Brasil.
Entretanto, a manutenção das quatro sanções ligadas a Caixinha coloca o clube em uma posição delicada. O risco de um novo bloqueio por inadimplência com Njie pode inviabilizar a contratação de atletas estrangeiros, especialmente aqueles que demandam registro via FIFA.
Do ponto de vista tático, o técnico atual ganha liberdade para trabalhar com jogadores do elenco base e opções de empréstimo doméstico, mas ainda carece de reforços de posição que se mostraram vulneráveis nas últimas partidas. Se o Santos não resolver as pendências financeiras restantes, a janela de transferências de inverno pode se tornar um período de perdas estratégicas.
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