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Čeferin descarta candidatura à presidência da Fifa e avisa Infantino

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Redação AmaFutPublicado em 24/08/2026
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Čeferin descarta candidatura à presidência da Fifa e avisa Infantino
Čeferin fecha porta para presidência da Fifa e desafia Infantino: "Ou sai ou enfrenta votação" O presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, jogou um balde de água fria nos planos de quem imaginava uma disputa pelo trono da...
linkFonte / Crédito:ESPN (Internacional/Soccer)

Čeferin fecha porta para presidência da Fifa e desafia Infantino: "Ou sai ou enfrenta votação"

O presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, jogou um balde de água fria nos planos de quem imaginava uma disputa pelo trono da Fifa. Em declaração contundente, o líder europeu não apenas descartou sua candidatura para suceder Gianni Infantino como também lançou um ultimato ao atual mandatário: ou ele pede demissão ou terá de encarar uma rebelião interna na próxima assembleia de março.

A jogada de Čeferin não é apenas um recado ao suíço Infantino — é um recado ao mundo do futebol. Depois de anos de críticas à gestão do atual presidente da Fifa, que acumula polêmicas por supostos abusos de poder e falta de transparência, o europeu assume o papel de porta-voz de uma ala cada vez mais insatisfeita dentro da entidade máxima do esporte. A mensagem é clara: a paciência se esgotou.

📌 Leia também: Ceferin acusa Infantino: "Venda da Copa é pior que a Superliga"

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O tabuleiro político da Fifa: por que Čeferin não quer a briga — e por que Infantino pode perder o controle

À primeira vista, a decisão de Čeferin soa como uma rendição. Afinal, por que o homem que comanda o futebol europeu — a região mais poderosa do planeta bola — não iria querer assumir o controle da Fifa? A resposta está nos riscos. Assumir a presidência da Fifa hoje é como entrar em um campo minado: as acusações de corrupção que assolaram a entidade nos anos 2010 ainda ecoam, e a reputação de Infantino, embora ainda forte entre os cartolas, está cada vez mais desgastada.

Čeferin, que já foi vice-presidente da Fifa sob a gestão de Infantino, conhece os bastidores melhor do que ninguém. Sabe que, para governar a Fifa, não basta ter o apoio das confederações — é preciso enfrentar a mídia internacional, os patrocinadores e, acima de tudo, os próprios membros do Conselho da Fifa, muitos dos quais têm interesses conflitantes. Ao descartar sua candidatura, ele evita um desgaste prematuro e mantém as portas abertas para uma eventual aliança futura, seja com Infantino ou contra ele.

Já para Infantino, a situação é crítica. Com a eleição de março se aproximando, o atual presidente enfrenta uma crescente resistência dentro do próprio Conselho. Fontes internas da Fifa, ouvidas pela ESPN, revelam que pelo menos sete membros já sinalizaram apoio a uma moção de desconfiança se Infantino não apresentar melhorias concretas na governança da entidade. O problema? O suíço não tem dado sinais de que está disposto a ceder.

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O que mudou na Fifa desde a era Blatter?

Para entender a gravidade da crise atual, é preciso voltar ao escândalo de 2015, quando a Fifa foi abalada por denúncias de suborno e lavagem de dinheiro que levaram à queda de Joseph Blatter. Na época, Infantino foi eleito como o "salvador" do futebol, prometendo transparência e reformas. Oito anos depois, no entanto, a realidade é outra: processos judiciais contra ex-dirigentes foram arquivados sem punições exemplares, e a Fifa segue operando com uma estrutura opaca, onde decisões estratégicas são tomadas nos bastidores.

Čeferin, que já foi um aliado de Infantino, agora representa a ala que quer mudanças reais. Em 2023, a UEFA aprovou um pacote de reformas que inclui limites para mandatos de dirigentes e maior participação de jogadores e clubes nas decisões. Infantino, por sua vez, tem se apoiado em alianças com confederações africanas e asiáticas, onde seu controle é mais forte. A batalha, portanto, não é apenas ideológica — é uma disputa de poder geopolítico dentro do futebol.

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Repercussão: o que dizem os principais atores do futebol mundial

A declaração de Čeferin foi recebida com alívio por alguns e com desconfiança por outros. No Brasil, por exemplo, a CBF ainda não se posicionou oficialmente, mas fontes próximas à entidade afirmam que a prioridade é manter a estabilidade — afinal, qualquer crise na Fifa pode afetar diretamente os contratos de transmissão e patrocínio do futebol brasileiro. Já na Europa, clubes como o Real Madrid e o Bayern de Munique, que têm forte influência na UEFA, devem apoiar qualquer movimento que aumente a pressão sobre Infantino.

Do outro lado, as confederações que tradicionalmente apoiam Infantino, como a CAF (África) e a AFC (Ásia), já começaram a se mobilizar. Em comunicado, a CAF afirmou que "apoia o atual presidente da Fifa em sua missão de unificar o futebol global". A mensagem, no entanto, soa mais como um recado a Čeferin do que um endosso incondicional a Infantino.

Nos bastidores, especula-se que Infantino poderia tentar um acordo: renunciar antes da assembleia de março em troca de garantias de que não será processado por eventuais irregularidades em sua gestão. Essa hipótese, no entanto, esbarra na resistência de parte do Conselho da Fifa, que não quer dar sinais de fraqueza.

Para os torcedores, a crise na Fifa pode parecer distante, mas seus reflexos são imediatos. A falta de transparência afeta diretamente a distribuição de recursos para federações menores, a organização de Copas do Mundo e até mesmo a credibilidade das competições continentais. Em um esporte cada vez mais globalizado, a governança é tão importante quanto o espetáculo em campo.

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Análise AmaFut

Čeferin não é um herói nem um vilão — é um jogador de xadrez que enxerga o tabuleiro melhor do que os outros. Ao descartar sua candidatura, ele não está se afastando da briga; está apenas mudando de estratégia. A Fifa de Infantino é como um time que joga no contra-ataque sem zagueiro: bonito na teoria, mas vulnerável na prática. O problema é que, enquanto a Europa pressiona por reformas, as confederações menores ainda veem no atual presidente uma garantia de estabilidade — ou, pelo menos, de que seus interesses serão mantidos.

Se Infantino cair, a Fifa pode finalmente entrar em uma nova era. Mas se resistir, o futebol global corre o risco de se tornar refém de um sistema que já mostrou seus limites. E aí, caro leitor, a pergunta que não quer calar é: até quando os torcedores vão aceitar que o show deve continuar, mesmo que a casa esteja pegando fogo?

Para entender melhor como as confederações regionais influenciam as decisões da Fifa, confira nosso especial sobre a batalha pelo poder no futebol europeu. E se quiser saber como as reformas da UEFA podem impactar os clubes brasileiros, leia nossa análise sobre o futuro da CBF frente às mudanças globais.

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Fonte

ESPN — Aleksander Čeferin rules out FIFA presidency bid

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