Fair play fiscal mira venda da SAF do Vasco e acende alerta no futebol brasileiro

Fair play fiscal mira venda da SAF do Vasco e acende alerta no futebol brasileiro
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) abriu investigação sobre a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco da Gama. O órgão suspeita de possível conflito de propriedade na transação, que envolve interesses de empresas ligadas ao atual acionista majoritário do clube, o empresário Alexandre Campello.
O caso coloca em xeque não só a operação milionária — estimada em R$ 1,2 bilhão — como também a governança do futebol brasileiro. A Anresf, que atua como "fair play fiscal" do esporte nacional, analisa se a venda respeita as normas de transparência e impede que um mesmo grupo controle o clube de forma indireta por meio de múltiplas camadas societárias.
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Segundo apurado por um veículo especializado, a Anresf analisa se empresas offshore e fundos de investimento ligados a Campello estão sendo usados para diluir sua participação sem perder o poder de decisão. O caso lembra o escândalo da "dona de casa" no futebol europeu, onde clubes foram punidos por estruturas societárias opacas.
## Impacto no futebol brasileiro: regulação ou burocracia excessiva? ### Anresf assume papel de fiscal do fair play no Brasil A atuação da Anresf chega em um momento crítico para o futebol brasileiro. Enquanto a Fifa flexibiliza suas regras de fair play financeiro para clubes europeus, no Brasil a agência tenta impor limites à criatividade dos donos de SAFs. A dúvida é: até que ponto a regulação é necessária para evitar novos "esquemas" como o do Botafogo em 2020, quando a SAF foi usada para esconder dívidas?O Vasco, que já viveu anos de instabilidade financeira, agora precisa lidar com essa nuvem sobre sua principal aposta de recuperação. A venda da SAF, anunciada como um "divisor de águas", pode se tornar um problema se a Anresf concluir que houve irregularidades. O clube, que tem histórico de brigas judiciais com ex-presidentes, não pode se dar ao luxo de mais um capítulo controverso.
## Repercussão entre torcedores e especialistas ### "Vasco não pode repetir erros do passado", alerta comentarista A notícia dividiu a torcida vascaína. Enquanto alguns veem na investigação uma proteção contra novos "golpes", outros temem que a burocracia atrapalhe a tão sonhada estabilidade financeira. Nas redes sociais, torcedores comparam o caso ao do Fluminense em 2017, quando a venda da SAF foi questionada pela Justiça.O economista Ricardo Rocha, especialista em gestão esportiva, afirmou ao mesmo veículo que "a Anresf precisa ser ágil, mas sem sufocar os clubes que buscam oxigênio financeiro". Para ele, o caso do Vasco é um teste para a regulação do futebol brasileiro nos próximos anos.
## Análise AmaFut A Anresf acertou em cheio ao investigar a venda da SAF do Vasco. Não é exagero dizer que o órgão está cumprindo o papel que a CBF e a Fifa não assumiram: fiscalizar de fato o fair play no Brasil. A operação milionária, que prometia tirar o Gigante da Colina do sufoco, agora corre o risco de virar mais um capítulo de má gestão no futebol. O problema não é a venda em si, mas a estrutura opaca que a envolve. Se a Anresf confirmar irregularidades, o Vasco pode ser punido — e a torcida, que já sofreu tanto, pagará o pato mais uma vez. A lição é clara: no Brasil, até as SAFs precisam de transparência. Caso contrário, continuaremos a ver clubes se afundando em dívidas disfarçadas de "modernização". ## Fonte [OneFootball](https://onefootball.com/pt-br/noticias/agencia-de-fair-play-investiga-venda-da-saf-do-vasco-43349312) — [Agência de fair play investiga venda da SAF do Vasco](https://onefootball.com/pt-br/noticias/agencia-de-fair-play-investiga-venda-da-saf-do-vasco-43349312)Leia também
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