Uefa mira Infantino: processo criminal por gestão suspeita na Fifa

Uefa mira Infantino: processo criminal por gestão suspeita na Fifa
A Uefa está prestes a dar o passo mais radical contra Gianni Infantino: um processo criminal por "má gestão criminosa". A denúncia, que deve ser formalizada em breve, expõe a tensão entre a entidade europeia e o presidente da Fifa, um dos cargos mais poderosos do futebol mundial.
Segundo apurado por veículos europeus, a Uefa não apenas investiga irregularidades administrativas, mas considera que a conduta de Infantino coloca em risco a integridade do esporte. A decisão, ainda em fase de análise interna, pode redefinir o equilíbrio de poder no futebol global — e colocar em xeque a autoridade do suíço que comanda a Fifa desde 2016.
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A movimentação da Uefa não é isolada. Nos últimos meses, outras federações e até mesmo membros do Congresso da Fifa têm questionado métodos de Infantino, especialmente após a polêmica reformulação do Mundial de Clubes e a aproximação com ditaduras para sediar torneios. Agora, a acusação de "má gestão criminosa" — termo jurídico que sugere dolo ou negligência grave — eleva o tom da batalha.
O que está em jogo não é apenas uma disputa de egos, mas a governança do futebol. A Uefa, que já enfrentou Infantino em questões como a expansão da Champions League, agora mira o cerne de seu poder: a administração da Fifa. Se o processo vingar, pode abrir precedente para outras ações contra a entidade máxima do futebol.
Imagens:
Gianni Infantino em coletiva da Fifa (Crédito: Getty Images)
Sede da Uefa em Nyon, Suíça (Crédito: Uefa)
A tensão entre as duas entidades não é novidade. Desde que Infantino assumiu a Fifa, a Uefa tem sido uma das principais críticas às suas decisões, como a criação do Mundial de Clubes expandido e a aproximação com regimes autoritários para sediar Copas do Mundo. A acusação de "má gestão criminosa", entretanto, é um novo patamar.
Fontes próximas ao caso afirmam que a Uefa investiga não apenas atos isolados, mas um padrão de conduta que teria prejudicado financeira e institucionalmente o futebol europeu. Entre os pontos levantados estão contratos suspeitos, falta de transparência em licitações e favorecimento a determinados grupos dentro da Fifa.
O timing da denúncia também é simbólico. Com a Eurocopa 2024 se aproximando e a Copa do Mundo 2026 no horizonte, a Uefa pode estar buscando reafirmar sua autoridade antes que decisões-chave sejam tomadas — como a distribuição de vagas para as próximas edições.
## O que diz a defesa de InfantinoAté o momento, a Fifa não se pronunciou oficialmente sobre as acusações. Infantino, que já chamou a Uefa de "inimiga do futebol" em ocasiões anteriores, deve manter a postura de que suas ações visam o crescimento do esporte — mesmo que isso inclua polêmicas como a parceria com a Arábia Saudita para sediar eventos.
Analistas políticos do esporte, entretanto, veem na denúncia um sinal de que a Uefa está disposta a ir além das críticas públicas. "Se a Uefa abrir um processo criminal, não será apenas uma represália, mas um recado de que o futebol europeu não aceita mais ser tratado como moeda de troca", afirmou um especialista ouvido pela imprensa suíça.
## Repercussão no futebol mundialA possibilidade de um processo criminal contra Infantino já movimenta o meio futebolístico. Jogadores, clubes e até patrocinadores podem ser afetados se a crise se agravar. A Fifa, por exemplo, depende de acordos comerciais bilionários, muitos deles com empresas europeias — justamente a região que agora lidera a ofensiva.
Nos bastidores, há quem aposte que a Uefa pode usar a denúncia como moeda de troca em negociações futuras. "Se a Uefa abrir mão do processo em troca de concessões da Fifa, como mais vagas na Champions para times europeus, a briga pode esfriar", avalia um dirigente europeu.
Por enquanto, o futebol mundial assiste a uma partida sem árbitro: a Uefa ainda não decidiu se vai formalizar a denúncia, e Infantino segue no comando da Fifa. Mas uma coisa é certa: o jogo está cada vez mais sujo.
Análise AmaFut
Gianni Infantino não é apenas o presidente da Fifa — ele é o último grande "CEO do futebol global", um cargo que ele mesmo ajudou a criar. Mas quando a Uefa acusa de "má gestão criminosa", não está falando de erros administrativos: está questionando se o futebol, como o conhecemos, ainda tem futuro com um dirigente que transformou a Fifa em uma máquina de fazer negócios — nem sempre transparentes.
A acusação é dura, mas não surpreendente. Infantino chegou ao poder prometendo "limpar" a Fifa, mas seu legado será marcado por polêmicas: do escândalo da eleição de 2016 (quando foi eleito com apoio de ditaduras) ao Mundial de Clubes que parece mais um reality show do que um torneio de futebol. Agora, a Uefa pode estar dando o primeiro passo para tirá-lo do jogo — ou pelo menos para obrigá-lo a negociar.
Se o processo vingar, será um divisor de águas. A Fifa já não é mais a "dona do futebol" como antigamente; a Uefa, a Conmebol e até a Premier League têm mais poder hoje. Mas se a entidade europeia conseguir derrubar Infantino, pode abrir uma caixa de Pandora: outras federações podem seguir o exemplo, e o futebol global pode entrar em uma era de instabilidade institucional jamais vista.
Ou, como diria um velho cartola brasileiro: "Isso aqui não é mais futebol, é negócio". E negócios, quando dão errado, têm consequências.
Fonte
OneFootball — Uefa prepara denúncia contra Gianni Infantino, diz jornal
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