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Pochettino renovou: como a permanência do técnico pode alçar o futebol dos EUA a outro patamar

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Redação AmaFutPublicado em 08/08/2026
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Pochettino renovou: como a permanência do técnico pode alçar o futebol dos EUA a outro patamar
Pochettino renovou: como a permanência do técnico pode alçar o futebol dos EUA a outro patamar Mauricio Pochettino não vai embora. A notícia, comemorada pela própria Emma Hayes — técnica da seleção feminina dos EUA — com...
linkFonte / Crédito:ESPN (Internacional/Soccer)

Pochettino renovou: como a permanência do técnico pode alçar o futebol dos EUA a outro patamar

Mauricio Pochettino não vai embora. A notícia, comemorada pela própria Emma Hayes — técnica da seleção feminina dos EUA — como um "passo importante", selou a continuidade do argentino no comando da equipe masculina até 2028. Não é apenas mais uma renovação: é um sinal de que o projeto do USMNT está empenhado em construir algo duradouro, longe das instabilidades que marcaram anos anteriores.

Hayes, que conhece bem o futebol sul-americano por sua passagem pelo Chelsea, foi direta: a permanência de Pochettino pode ser o empurrão que faltava para o futebol masculino dos EUA dar o salto de qualidade que todos esperam. Afinal, quando um técnico de renome internacional assume um compromisso de longo prazo, a confiança — tanto dos jogadores quanto da torcida — só tende a crescer.

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## A renovação que pode mudar o rumo do USMNT

A decisão de Pochettino de estender seu contrato por mais quatro anos não é um mero detalhe burocrático. Em um país onde a cultura do futebol ainda luta para se firmar como paixão nacional — ao lado do futebol americano, do basquete e do beisebol —, ter um treinador de peso como ele à frente da seleção masculina é um trunfo. Afinal, o argentino chega com a credibilidade de quem já levou o Tottenham a uma final da Champions League e tem experiência em times de elite europeus.

Para os jogadores, a notícia é ainda mais relevante. Jogadores como Christian Pulisic, Weston McKennie e Tyler Adams, que já atuam em times de ponta da Europa, agora têm a certeza de que o projeto do USMNT não é um "passa-tempo" para técnicos em fim de carreira, mas uma aposta de longo prazo. Isso, por si só, já é um incentivo para que eles se dediquem ainda mais às convocações.

E não é só a equipe masculina que se beneficia. A seleção feminina, que já é referência mundial, tem na renovação de Pochettino um reforço indireto: afinal, quando o futebol masculino cresce, o ecossistema todo tende a se profissionalizar, atraindo mais investimentos e olheiros para o país.

## O que a torcida americana espera agora?

A torcida dos EUA, que já vibra com a seleção feminina — campeã mundial em 2019 e 2023 — agora volta seus olhos para o time masculino. A expectativa é grande, especialmente após a eliminação na Copa do Mundo de 2022, quando a equipe caiu nas oitavas de final. Com Pochettino no comando, a esperança é de que o time consiga, finalmente, brigar de igual para igual com as potências do futebol mundial.

Mas não é só na seleção que a renovação de Pochettino pode fazer diferença. A MLS, a liga local, também deve sentir os reflexos. Jogadores jovens que sonham em representar a seleção agora têm um motivo a mais para se desenvolverem no país, em vez de migrarem para a Europa ainda na adolescência. E isso, no longo prazo, pode ajudar a fortalecer o campeonato doméstico.

Outro ponto importante é a relação com a Conmebol e a Concacaf. Com Pochettino à frente, o USMNT pode ganhar mais respeito nas negociações de amistosos e até em futuras edições da Copa América, que o país sediará em 2024. Afinal, quando um técnico de peso está no comando, os adversários tendem a levar a seleção americana mais a sério.

## O desafio de Pochettino: transformar potencial em resultados

Apesar da renovação ser um passo positivo, o desafio de Pochettino é enorme. O USMNT tem jogadores talentosos, mas ainda falta consistência. Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 — que será sediada em parte pelos EUA — a equipe precisará mostrar que está pronta para brigar pelas primeiras posições na Concacaf.

O técnico argentino já deu sinais de que quer mudar a mentalidade do time. Em entrevistas recentes, ele falou sobre a importância de "construir uma identidade" para a seleção, algo que o time americano sempre careceu. Se conseguir isso, o USMNT pode, enfim, deixar de ser visto como um "time em desenvolvimento" e passar a ser uma potência respeitada.

Outro ponto crucial é a gestão de elenco. Com jogadores espalhados por times da Europa, Pochettino terá que lidar com cargas de trabalho diferentes e, muitas vezes, adaptar suas estratégias para jogadores que chegam cansados de suas equipes de clube. Isso exige uma logística impecável, algo que nem sempre foi prioridade na seleção americana.

## A torcida feminina apoia, mas cobra mais

Emma Hayes, técnica da seleção feminina, foi uma das primeiras a comemorar a renovação de Pochettino. Não é para menos: afinal, quando o futebol masculino cresce, o feminino também se beneficia. Mas Hayes não escondeu que espera mais investimentos e profissionalização para o esporte nos EUA.

"O futebol nos EUA tem potencial para ser o melhor do mundo", disse Hayes em tom otimista. "Mas isso só vai acontecer se tivermos estruturas sólidas, desde as categorias de base até a seleção principal."

Para os torcedores, a renovação de Pochettino é um alívio. Afinal, depois de anos de idas e vindas de técnicos, finalmente o USMNT parece ter encontrado um projeto sério. Agora, é hora de colocar a mão na massa e mostrar que o futebol americano pode, sim, sonhar alto.

Análise AmaFut

Pochettino na seleção dos EUA é, antes de tudo, um golpe de marketing inteligente. O argentino não é um técnico qualquer: é um profissional que já provou seu valor em times de elite e que, acima de tudo, sabe lidar com pressão. Mas aqui está o xis da questão: o USMNT não precisa de um "salvador". Precisa de um arquiteto.

O maior desafio de Pochettino não será tático — afinal, ele já mostrou que entende de futebol moderno —, mas sim cultural. O futebol americano é um esporte de resultados imediatos, onde a paciência muitas vezes é escassa. Se ele não conseguir, em dois anos, mostrar progressos claros nas Eliminatórias, a pressão vai aumentar. E, diferente da Europa, onde os técnicos têm mais tempo para trabalhar, nos EUA a cobrança é implacável.

Outro ponto que poucos comentam: a gestão de elenco. Jogadores como Pulisic e McKennie são peças-chave, mas ambos já passaram dos 25 anos. O time precisa urgentemente de renovação, e Pochettino terá que apostar em jovens como Gio Reyna e Folarin Balogun. Se não fizer isso, corre o risco de ficar estagnado.

Por fim, a relação com a MLS. Se Pochettino quiser realmente revolucionar o futebol americano, terá que trabalhar em sintonia com a liga. Afinal, não adianta nada ele pregar um futebol ofensivo se os jogadores da seleção não treinam juntos com frequência. A MLS precisa se profissionalizar ainda mais, e isso inclui mais jogos entre times locais e menos viagens cansativas.

Em

Fonte

ESPN — "Hayes diz que permanência de Pochettino pode ajudar a elevar nível nos EUA"

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